Ética do CFM no marketing médico: o que pode e o que não pode em 2026
Guia completo da Resolução CFM 2.336/2023: o que o médico pode comunicar nas redes sociais, o que é proibido e como fazer marketing médico ético.
A Resolução CFM nº 2.336/2023 atualizou as regras de publicidade médica no Brasil. Muitos médicos travam por medo de errar, e acabam não comunicando nada. Outros ignoram e correm risco de processo ético. A verdade está no meio: marketing médico ético é totalmente possível, e é o único caminho sustentável.
O que o CFM permite
- • Divulgar nome, CRM, RQE da especialidade e endereço do consultório.
- • Produzir conteúdo educativo e informativo para o público.
- • Mostrar bastidor profissional, equipamentos e estrutura.
- • Receber depoimentos espontâneos (com critérios específicos).
- • Anunciar em mídias digitais, desde que respeitando o caráter informativo.
O que o CFM proíbe
- • Promessa de resultado, cura ou garantia.
- • Antes e depois de procedimentos.
- • Exibição de pacientes (mesmo com autorização) para fim publicitário.
- • Sensacionalismo, autopromoção ou comparação com colegas.
- • Divulgação de preço, promoção, parcelamento ou 'condições especiais'.
- • Uso de título ou especialidade não registrada no RQE.
Como fazer conteúdo dentro da ética
A chave é deslocar o foco do 'eu sou o melhor' para o 'eu te ensino algo útil'. Conteúdo educativo, com profundidade clínica e linguagem acessível, constrói mais autoridade do que qualquer anúncio promocional, e é integralmente permitido pelo CFM.
Por que ética é vantagem competitiva
Médico que respeita o CFM constrói carreira de longo prazo. Médico que ignora constrói faturamento de curto prazo até o primeiro PAD (Processo Ético-Profissional). Em marketing médico, ética não é limitação, é o filtro que separa quem fica de quem some.
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